terça-feira, 27 de abril de 2010
DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA
NOVO ARTIGO: DEBATES CULTURAIS
domingo, 18 de abril de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
O MÍNIMO ÉTICO NO TRÂNSITO
Novo artigo: CONFIRAM em Debates Culturais
sábado, 23 de janeiro de 2010
A Metodologia da Educação a Distância na Educação de Jovens e Adultos no Brasil.
A educação de jovens e adultos hoje, no Brasil, passa por um momento delicado e decisivo que envolve direitos, cidadania e desenvolvimento.
Direitos por educação é um direito de todos, e o país tem uma dívida social imensa com pelo menos quatro ciclos geracionais que estão representados nas quatro fases da Educação de Jovens e Adultos (EJA): a alfabetização de adultos onde estão os analfabetos absolutos com maior parcela dos maiores de 40 anos e boa parte na zona rural; o ensino fundamental menor de 1ª à 4ª série, onde estão boa parte dos analfabetos funcionais com média a partir de 30 anos; o ensino fundamental maior de 5ª à 8ª série, caracterizado por jovens e adultos que foram praticamente expulsos da escola por questões sociais e de modelos pedagógicos equivocados com média de 25 anos; e o ensino médio também caracterizado por questões sociais e pedagógicas com uma agravante política, quando os governos prometeram colocar todos na escola básica criou-se um problema, o sistema não comportava todo mundo e criou-se mecanismos de expulsão sumária para os repetentes e a não garantia de vagas para os alunos “fora de faixa etária”.
De cidadania e desenvolvimento porque só com a garantia do exercício de um direito básico e essencial como a educação que o país poderá sonhar com um desenvolvimento social e econômico estável.
A sociedade da informação e do conhecimento, deste século XXI, trás no seu bojo um conjunto de pré-requisitos indispensáveis para a sobrevivência de qualquer pessoa física ou jurídica, de uma empresa ou de um país, que é o domínio das tecnologias presentes em todos os afazeres do cotidiano. Eis o grande problema do Brasil no eixo educação-trabalho, como dá esse salto quântico na Educação de Jovens e Adultos? Como “teletransportar” milhões de alijados da escola para o mundo da tecnologia educacional e laboral?
Diz o ditado que todo veneno tem um antídoto, essa mesma tecnologia que cria esse hiato tem as ferramentas que podem colaborar nesse salto quântico, através de uma metodologia inovadora: a Educação a Distância (EAD).
O Ministério da Educação criou a Secretaria de Educação a Distância para articular e disseminar as políticas e programas de EAD em todos os níveis de ensino. Na CAPES/MEC já estão em processo de terminativo as normas de mestrado e doutorado a distância; na graduação estão sendo criados cursos de licenciatura como estratégia de formação de docentes para as disciplinas de ciências, física, química e matemática para a educação básica. O próximo passo é massificar a EAD na EJA, porém há limitações específicas aqui, é preciso, em paralelo, um amplo programa de inclusão digital e a quebra de preconceitos contra a EAD, por puro desconhecimento e medo da mudança e do novo.
Embora cheio de desafios, as possibilidades de sucesso entre EJA e EAD são imensas e o Brasil poderá ao mesmo tempo acabar com dois males, o analfabetismo funcional e o digital, com um só bem, a metodologia da Educação a distância na Educação de Jovens e Adultos.*
* O presente artigo foi escrito originalmente como redação da prova discursiva, aplicada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília – Cespe/UnB, do Concurso Público do Tribunal de Contas da União, para o cargo de Analista de Controle Externo: Educação Corporativa, em 2007.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Avaliação no Processo Ensino Aprendizagem.
O conceito de avaliação no processo ensino-aprendizagem tem evoluído de forma mais consistente nos últimos 20 anos, principalmente através do conhecimento desenvolvido por psicólogos como Piaget, Roger e Vygotsky que por pedagogos e educadores. Um exemplo atual é como a teoria das inteligências múltiplas pode desnortear toda uma concepção de avaliação de um professor tradicional.
A evolução do conceito de avaliação e sua aplicabilidade no cotidiano escolar tem como um dos seus maiores obstáculos a transformação inevitável na relação professor-aluno, que é um ponto fundamental no diagnóstico da avaliação.
Pode-se dizer que a avaliação teve sucesso quando o processo ensino-aprendizagem atua numa mão dupla na transformação da relação professor-aluno, elevando-os como atuantes da realidade em sua volta, esta pode ser considerada a função mais nobre da avaliação, além das formalmente elaboradas e definidas num planejamento participativo.
Acontecendo essa transformação as formas de avaliação não serão pontos de preocupação, pois os objetivos da avaliação serão alcançados por qualquer forma e até por várias formas simultâneas de avaliar.
Talvez essa transformação seja o avanço, hoje necessário, até imprescindível, para que a avaliação do processo ensino-aprendizagem seja a mola mestra do “salto quântico” que a escola brasileira precisa para dá a sua colaboração no desenvolvimento do nosso país.*
* O presente artigo foi escrito originalmente como redação da prova discursiva, aplicada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília – Cespe/UnB, do Concurso Público da Câmara Legislativa do Distrito Federal, para o cargo de Técnico Legislativo: Pedagogo, em 2006, do qual o autor foi aprovado.
Jesse Rodrigues, é cearense, radicado em Brasília, Pedagogo (UECE), Especialista em Planejamento Educacional (UFC), Mestrando em Ciência Política (UNIEURO), é servidor federal no cargo de Especialista em Financiamento de Programas e Projetos Educacionais do FNDE/MEC.
VIOLÊNCIA: HÓSPEDE DO CORAÇÃO.
A violência tem suas raízes bem fincadas no coração humano, e por ser fruto da própria desumanidade, ela o acompanha em todas as atividades do viver humano. Assim sendo, podemos inferir que combater à violência é combater com o lado negro da humanidade, enquanto coletividade, mas também o lado negro de cada um de nós enquanto individualidade.
Dessa premissa básica podemos perceber que a violência é um ato de autodestruição do ser humano, e qualquer combate que queira eliminá-la deverá levar em consideração que a violência será sempre um hóspede em potencial do coração humano, logo é necessário criar estratégias para combatê-la sem ferir ou inutilizar o hospedeiro.
Uma condição sine qua non dessas estratégias seria a informação popularizada das razões internas e externas da violência e o que cada um pode fazer para combatê-la em si e no próximo, se esse primeiro passo for dado de forma firme e planejado, todos os outros passos estratégicos serão muito mais aceitos e assimilados pela sociedade do que medidas paliativas apressadas, por momentos de pressão social, ou mesmo sem o objetivo claro de combate permanente e eficaz contra a violência.
Estamos nesse início de novo milênio entrando num dos maiores dilemas da Humanidade, no seu atual ciclo civilizatório, ou nos preparamos para sermos a maior e melhor civilização que já habitou esse globo ou sofreremos a dura realidade da extinção do nosso modelo civilizatório.
Nós possuímos o potencial de unir-mos materialidade e espiritualidade, tecnologia e natureza, trabalho e arte, ciência e amor dentro de um mesmo ser, o novo ser humano para um novo milênio, e a única ação que precisamos tomar é refazer o atual modelo de vida em sociedade, onde cada novo ser que nasce, com todo esse potencial criativo, é levado a se autodestruir, cercado pela ideologia consumista e materialista atual, nossas crianças sucumbem ante o egoísmo e a frieza da vida sem amor e sem arte, sem o bem e o belo, que nós adultos teimamos em não enxergar.
Enfim, o combate a violência é o combate final da saga humana, o confronto do ser humano com seu pior inimigo, ele mesmo. Só uma cultura de paz pode suplantar a guerra, só o amor pode dissolver o ódio, só o ser poder ser bom ou mau, violento ou pacífico, só você pode determinar o que você é, pois então se decida, você é da paz ou da guerra? Esse é o meu, o seu, o nosso dilema capital.*
* O presente artigo foi escrito originalmente como redação da prova discursiva, aplicada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília – Cespe/UnB, do Concurso Público do Ministério da Justiça, para o cargo de Agente de Polícia Federal, em 2002, do qual o autor foi aprovado.
** Publicado pela primeira vez no site Debates Culturais, onde o autor é articulista convidado.
Jesse Rodrigues, é cearense, radicado em Brasília, pedagogo (UECE), especialista em planejamento educacional (UFC), mestrando em Ciência Política (UNIEURO), é servidor federal no cargo de especialista em financiamento de programas e projetos educacionais do FNDE/MEC.
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